Parece consenso dizer que criança gosta de brincar, jogar, fantasiar… Mas será que isso se dá apenas pelo prazer e diversão despertados? Não. Há na criança uma necessidade de brincar, jogar e fantasiar – é daí que a imaginação e o ato criador derivam. Mas a realidade por ela vivida não alimenta sua imaginação e seu ato criador? Sim, mas não é fonte única, pois as crianças, nas brincadeiras, não somente repetem seu cotidiano, como também podem reinventá-lo de acordo com seus anseios. Brincando e jogando, crianças podem dar significação às suas experiências, recriar o mundo, ser criador e criatura; percebem mais concretamente a dimensão da diversidade humana, de suas diferentes redes de pertencimento e dos diversos papéis de cada um na história – alargando a fronteira entre fantasia e realidade, e exercitando valores sociais.
Mas isso se aplica também aos jogos digitais? Jogos digitais são brincadeiras com regras que têm condição de vitória e de derrota; peças (geralmente os personagens/avatares); tabuleiro/arena (no caso, o cenário); objetivo; regras (às vezes são imperceptíveis); e obstáculos. Hoje, a infância contemporânea está povoada de meninos e meninas nativo(a)s digitais. Portanto, é também nestas e por meios destas tantas atividades lúdico-tecnológicas que as crianças podem experimentar outras maneiras de reinventar o mundo real.
Sabendo da importância dos jogos digitais como uma alternativa de aprendizagem, o jogo Xmile está sendo trabalhado nas aulas de Informática Educativa no Grupo CERC de Ensino.